Transformando uma vala de drenagem em uma fonte de renda de 114.700 yuan: como uma vila nos arredores de Pequim se reinventou

Em uma vila a 91 quilômetros do centro de Pequim, um povoado outrora esquecido, cercado por mais de 30.000 acres de flores de pessegueiro, está se reinventando.

Em uma vila a 91 quilômetros do centro de Pequim, um povoado outrora esquecido, cercado por mais de 30.000 acres de flores de pessegueiro, está se reinventando. Cafés, salões com estufas, bares-livrarias, feiras de produtores e parques infantis com tema de animais de estimação agora pontuam as ruelas da vila.

Há apenas três anos, menos de um terço das casas da aldeia estavam ocupadas. A maioria dos jovens havia partido em busca de trabalho em outro lugar. Mas nos últimos dois anos, o número de retornados aumentou 20%, à medida que casas há muito abandonadas foram reformadas, alugadas e se tornaram lucrativas.

“Acho útil pensar nas políticas de combate à pobreza como tendo um lado da demanda e um lado da oferta”, disse Renato Domith Godinho, diretor da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. “O lado da demanda preenche uma lacuna de renda diretamente por meio de programas de transferência de renda, como o Dibao da China ou o Bolsa Família do Brasil. O lado da oferta é diferente. Ele não transfere renda. Ele constrói o ambiente, a capacidade e o capital humano e físico que permitem que as pessoas desempenhem um papel produtivo na economia.”

“Nas cidades, os mercados podem assumir grande parte dessa função. Mas nas áreas rurais, em aldeias remotas, os mercados por si só não são suficientes. O Estado precisa dar o impulso inicial. Onde a China se destaca especialmente, em nossa opinião, é no lado da oferta”, comentou ele, destacando o desenvolvimento industrial que alcança as famílias pobres, o realojamento em grande escala de áreas inóspitas, os programas de compensação ecológica que transformaram agricultores pobres em guardas florestais e a coordenação em nível de aldeia liderada por funcionários locais.