Aliança Global contra a Fome e a Pobreza comemora um ano com parcerias concretas com países e ampliação da membresia

Do compromisso à entrega: países garantem apoio multipartes para programas nacionais enquanto a membresia da Aliança ultrapassa 200

DOHA, CATAR (3 de novembro de 2025) – Um ano após seu lançamento, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza demonstrou hoje que um novo modelo de cooperação internacional está ganhando forma, com quatro países anunciando planos concretos de implementação multipartes para programas nacionais em larga escala – com vários outros seguindo o mesmo caminho – e com a membresia da Aliança se expandindo para mais de 200 países e organizações.

Na Primeira Reunião de Líderes da Aliança, em Doha, Catar, os governos da Etiópia, Haiti, Quênia, Palestina e Zâmbia apresentaram parcerias que reúnem instituições financeiras internacionais, doadores bilaterais, agências da ONU e filantropias em torno de programas nacionais de combate à fome e à pobreza, abrangendo proteção social, agricultura, nutrição e resiliência climática. Os anúncios marcam os primeiros resultados concretos da Iniciativa Fast-Track da Aliança, lançada há apenas nove meses.

“O impacto do trabalho da Aliança vai além da onda inicial de países Fast-Track”, disse Wellington Dias, Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social do Brasil e Copresidente da Aliança. “Ela recolocou a luta contra a fome e a pobreza no mapa e na agenda global. Países em todo o mundo estão reforçando seus programas e planos, gerando inclusão econômica e empregos. O próprio Brasil é um exemplo, tendo tirado 24,4 milhões de pessoas da fome e retirado 7,6 milhões da pobreza desde 2023 graças a um conjunto de políticas baseadas em evidências e à disposição do presidente Lula de incluir os pobres no orçamento.”

Eva Granados, Secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional da Espanha e Copresidente da Aliança, destacou a abordagem distintiva da Aliança: “O que estamos vendo hoje não é o ‘business as usual’. Trata-se de países liderando com seus próprios planos e prioridades, e a comunidade internacional se alinhando a eles com apoio coordenado. É assim que aceleramos o progresso – não por meio de projetos fragmentados, mas por meio de parcerias integradas que fortalecem sistemas nacionais e entregam resultados em escala.”

Granados também destacou o papel de liderança e o compromisso da Espanha no combate à fome e à insegurança alimentar com base em uma abordagem de direitos e em uma perspectiva feminista de gênero, o que será refletido no lançamento, no próximo ano, de uma nova Estratégia de Cooperação sobre o Direito à Alimentação.

EM NÚMEROS: UM ANO DE PROGRESSO

  • 200+ membros: de 148 membros fundadores em novembro de 2024 para mais de 200 hoje, incluindo mais de 100 países
  • 14 pré-planos nacionais: desenvolvidos por 12 países para programas nacionais em larga escala
  • 9 planos validados: oficialmente aprovados por governos nacionais e abertos a parcerias
  • 85+ ofertas de parceria: manifestações de interesse recebidas de instituições financeiras internacionais, doadores bilaterais, agências da ONU e filantropias
  • 4 países em implementação: Etiópia, Haiti, Quênia e Zâmbia avançaram para mesas-redondas nacionais e anúncios de parcerias
  • 2 iniciativas da Plataforma de Sevilha: lançadas na Quarta Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento para mobilizar financiamento integrado para fome, pobreza e ação climática

UM NOVO MODELO EM AÇÃO

A Iniciativa Fast-Track, endossada pelo Conselho de Campeões da Aliança em fevereiro de 2025, representa uma mudança fundamental na forma como a cooperação internacional opera no combate à fome e à pobreza. Em vez de países competirem pela atenção de doadores com propostas fragmentadas, a Aliança facilita um processo estruturado em que os governos elaboram planos estratégicos de implementação para programas comprovados e em larga escala, e vários parceiros coordenam seu apoio em torno dessas prioridades nacionais.

Com os orçamentos de desenvolvimento nacionais sob pressão, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza oferece uma oportunidade de alocar recursos de ajuda de forma mais eficaz e equitativa, em favor das pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo.Com os orçamentos de desenvolvimento nacionais sob pressão, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza oferece uma oportunidade de alocar recursos de ajuda de forma mais eficaz e equitativa, em favor das pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo.

“A abordagem Cash-Plus da Zâmbia representa nosso compromisso ousado de ir além do apoio à renda e enfrentar as causas profundas da pobreza e da fome”, afirmou Doreen Sefuke Mwamba, Ministra de Desenvolvimento Comunitário e Serviços Sociais da Zâmbia. “Ao integrar meios de subsistência, nutrição, educação e resiliência climática em nosso programa de Transferência Social de Renda, buscamos capacitar famílias vulneráveis a construir uma autonomia duradoura. Essa parceria com a Aliança Global e nossos parceiros de desenvolvimento reflete a determinação da Zâmbia em alcançar crescimento inclusivo e proteção social para todos.”

Os países que anunciam parcerias hoje (mais detalhes em um comunicado à imprensa separado) garantiram compromissos que abrangem:

  • Financiamento: centenas de milhões de dólares em novos recursos e realocação de recursos existentes do Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, Banco Interamericano de Desenvolvimento, FIDA e parceiros bilaterais.
  • Conhecimento: cooperação técnica de agências da ONU (FAO, OIT, OPAS, UNICEF, UNIDO, WFP, OMM, entre outras), instituições de pesquisa, agências de cooperação nacionais, parceiros bilaterais e organizações da sociedade civil.
  • Apoio à implementação: aplicação de tecnologias sociais comprovadas, fortalecimento de capacidades para sistemas governamentais e cooperação Sul-Sul.

PERSPECTIVAS

Além dos países que anunciam parcerias hoje, vários outros estão avançando no processo Fast-Track. Outros países também finalizaram ou estão concluindo seus planos dentro da abordagem Fast-Track e estão mobilizando apoio, incluindo Camboja, República Dominicana, Indonésia, Palestina, Ruanda, Tanzânia e outros. Países adicionais, como Somália, Cuba e Líbano, manifestaram interesse em integrar futuras ondas da Iniciativa Fast-Track.

O Conselho de Campeões da Aliança também está preparando uma Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática, a ser endossada por Chefes de Estado na COP30, no Brasil. A declaração destacará que os piores impactos das mudanças climáticas recaem sobre os mais pobres e vulneráveis e proporá uma transição climática justa que proteja seus direitos e fortaleça sua resiliência.

SOBRE A ALIANÇA GLOBAL CONTRA A FOME E A POBREZA

Lançada na Cúpula do G20 no Brasil, em 18 de novembro de 2024, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza cresceu de 148 membros fundadores para mais de 200 membros em um ano, incluindo mais de 100 países, a União Africana, a União Europeia, 24 organizações internacionais, 9 instituições financeiras internacionais e mais de 30 organizações filantrópicas e não governamentais. A Aliança busca acelerar o progresso em direção aos ODS 1 e 2 por meio do apoio coordenado de seus membros a políticas e programas nacionais em larga escala, baseados em evidências.

Um objetivo central que orienta a Iniciativa Fast-Track e o trabalho da Aliança em nível de países é a implementação dos seis “Sprints 2030” — esforços coletivos e ambiciosos para ampliar políticas e programas comprovados do Cesto de Políticas da Aliança.

A Aliança é governada por um Conselho de Campeões, composto por representantes de alto nível de até 50 países e organizações membros, e é apoiada por um Mecanismo de Apoio liderado pelo Diretor Renato Domith Godinho, com equipes e pontos focais baseados no Brasil, Etiópia, Itália, Estados Unidos e Tailândia.

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