O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é um órgão público descentralizado da política de Assistência Social, responsável por organizar a prestação de serviços, benefícios e transferências de renda em territórios com alta concentração de pobreza e vulnerabilidade social.
- O Brasil tem mais de 8.700 CRAS, com uma presença quase universal em todo o país (o CRAS tem cobertura em 99,7% de todos os 5.570 municípios). Dessa forma, o CRAS é o principal serviço do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e representa a principal fonte de renda do país. ponto de entrada nesse sistema para famílias em situação de pobreza.
- É por meio do CRAS, que essas famílias sejam registradas no Cadastro Único, que, por sua vez, sistematizam informações sobre famílias de baixa renda e permitem que essas famílias tenham acesso a uma série de serviços, benefícios e programas sociais, incluindo programas de transferência de renda, como o Programa Bolsa Família (PBF) e a Benefício de Prestação Continuada (BPC) bem como outras políticas públicas. Assim, o CRAS desempenha um papel fundamental na promoção e viabilização de uma abordagem intersetorial para a implementação de políticas por meio da integração de vários serviços do SUAS e de outros setores.
- Os serviços prestados pelo CRAS baseiam-se na premissa de que a pobreza multidimensional exige uma resposta integrada que combine benefícios com programas e serviços. Portanto, o CRAS busca garantir que os direitos sociais sejam cumpridos, facilitando o acesso de famílias e indivíduos vulneráveis a benefícios e serviços sociais essenciais com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, as relações familiares e comunitárias, a inclusão e a participação social e o empoderamento.
- O trabalho social com famílias que O CRAS oferece um caráter preventivo, O programa é um programa de saúde pública, com o objetivo de mitigar os riscos sociais e evitar o agravamento das vulnerabilidades sociais. Envolve atendimento individualizado e coletivo, acompanhamento preventivo, oficinas, atividades comunitárias e encaminhamentos para outros serviços e políticas públicas. O trabalho com as famílias é operacionalizado por meio do Serviço de Proteção e Apoio Integral à Família (PAIF), que é o principal serviço de assistência social prestado pelo CRAS.
- Uma das principais prioridades do CRAS é monitorar beneficiários do BPC e do Bolsa Família, especialmente aqueles que não cumprem as condicionalidades.
- O CRAS também tem um papel importante na coordenação de diferentes programas, como o Programa BPC na Escola, um programa intersetorial e descentralizado, implementado pelos municípios, que identifica as crianças e adolescentes beneficiários do BPC nos territórios e desenvolve ações para apoiar seu acesso e permanência na escola.
- Além disso, O CRAS faz encaminhamentos para o Programa Primeira Infância, O programa de visitas domiciliares é um programa de saúde pública, implementado no âmbito do SUAS. Esse programa oferece visitas domiciliares para promover o desenvolvimento da primeira infância por meio de apoio e orientação à família. O programa está diretamente ligado ao CRAS, que encaminha as famílias para a rede de assistência social. O público-alvo prioritário do programa são as crianças beneficiárias do BPC e do Bolsa Família, bem como as famílias incluídas no Cadastro Único.
- O CRAS também opera seus serviços por meio de equipes complementares de itinerário móvel que facilitam o acesso aos serviços de populações vulneráveis que vivem em territórios isolados e de difícil acesso, como populações rurais e comunidades ribeirinhas, além de povos indígenas e tradicionais. Por meio do uso de barcos e outros veículos, as equipes itinerantes do CRAS garantem que os serviços essenciais de assistência social cheguem a essas pessoas nos locais onde vivem.
- Além disso, o CRAS desempenha um papel importante em situações de emergência e calamidade pública no sentido de coordenar com outras políticas públicas de apoio às famílias afetadas. Mais especificamente, o CRAS oferece atendimento inicial de apoio, escuta ativa e encaminhamentos para abrigos temporários, serviços de saúde, bem como para instalações onde são fornecidos alimentos e água. Em uma emergência, o CRAS também pode fornecer benefícios temporários. Esses benefícios (chamados no Brasil de Benefícios Eventuais) são fornecidos por um período limitado para abordar e gerenciar vulnerabilidades temporárias (como insegurança alimentar) relacionadas a nascimentos, mortes e desastres e podem consistir em dinheiro, vales ou cestas de alimentos.
- Atualmente, existem 8.716 CRAS em funcionamento nos 5.570 municípios brasileiros, o que representa 99,7% do total. Essas unidades estão em territórios onde cerca de 25,6 milhões de famílias vivem em situação de pobreza.
- O aumento da fome e da pobreza que se seguiu à pandemia da COVID-19 levou a um aumento da demanda pelos serviços prestados pelos CRAS. Em 2023, a Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) estimou um déficit de cerca de 1.400 CRAS no país.
Em 2023, o CRAS prestou 41 milhões de serviços individualizados por meio do PAIF e mais de 3 milhões de visitas domiciliares. Em média, mais de 1,2 milhão de famílias foram acompanhadas mensalmente por meio do PAIF em 2023. Além disso, mais de 285 mil famílias participaram regularmente de atividades em grupo do PAIF em 2023. Fontes: CadSUAS março/24; RMA* 2023.
- O valor total atual necessário para o cofinanciamento federal para a manutenção do CRAS é de R$739,2 milhões por ano (cerca de 148 milhões de dólares/ano). O aumento da demanda por atendimento no CRAS nos últimos anos exige um aumento gradual na alocação de recursos públicos. É importante mencionar que esses dados se referem ao cofinanciamento federal. Os estados e municípios também são responsáveis pela alocação de recursos de seus orçamentos para financiar os CRAS.
- Os recursos humanos representam o principal custo do CRAS. As despesas mensais do CRAS variam de acordo com o tamanho da população do município - de aproximadamente R$17 mil/mês, para municípios com menos de 20 mil habitantes, a cerca de R$77 mil/mês para grandes centros urbanos.
O CRAS e o Sistema Único de Assistência Social em geral são regidos pelo poder público, com responsabilidades compartilhadas entre as diferentes esferas da federação (federal, estadual e municipal). O governo federal tem a responsabilidade de desenvolver parâmetros nacionais, enquanto os municípios são responsáveis pela implementação. As diferentes esferas da federação são responsáveis pelo cofinanciamento da manutenção do CRAS e de seus respectivos serviços.
O CRAS é implementado de forma descentralizada, em nível municipal, tendo como alvo os territórios mais vulneráveis. O desenho da cobertura e o financiamento federal baseiam-se em critérios definidos com base nos dados de pobreza coletados por meio do Cadastro Único. Seguindo os parâmetros nacionais, os municípios implementam e adaptam os serviços às realidades locais e às especificidades de determinadas populações-alvo e suas respectivas necessidades.
Os critérios e parâmetros nacionais que orientam a implementação e as alocações de recursos são definidos em fóruns participativos nacionais, como a Comissão Intergestores Tripartite e o Conselho Nacional de Assistência Social. Esse modelo garante a convergência entre os parâmetros nacionais e as diferentes realidades locais do país, ao mesmo tempo em que permite a definição conjunta e transparente das prioridades orçamentárias.
Vale ressaltar também que o modelo de Conselhos de Assistência Social existe em todos os três níveis (Nacional, Estadual e Municipal). Todos eles têm impacto em questões como o delineamento de estratégias, objetivos e marcos anuais para o setor de assistência social. Além disso, deve haver uma divisão igualitária de 50% entre representantes do governo e da sociedade civil nesses conselhos.
- RMA - Registro de serviço mensalSistema do governo federal que rastreia o atendimento dos serviços de assistência social oferecidos pelos CRAS e outras unidades do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em todos os municípios brasileiros. Essas informações permitem medir e quantificar os serviços oferecidos pela rede socioassistencial em termos de tipo, volume e padrão de qualidade. Assim, os dados do RMA permitem que o setor de monitoramento da assistência social fiscalize a prestação de serviços em nível municipal e estadual, registrando o sistema de serviços prestados mensalmente pelos CRAS em todo o território nacional;
- Censo SUAS CRASFerramenta que coleta anualmente informações detalhadas sobre o CRAS (funcionamento, estrutura física, equipe e serviço prestado);
- CadSUAS - Cadastro Nacional do Sistema Único de Assistência Social (SUAS): cadastro de unidades e profissionais do SUAS, atualizado sistematicamente;
- Prontuário Médico Eletrônico do SUASRegistro de informações relacionadas ao atendimento de cada família, integrado ao Cadastro Único para melhor identificar o perfil e as vulnerabilidades de cada família;
- Registro únicoRegistro de informações sobre as famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza. É utilizado como fonte de informação para a implementação do CRAS.
Metodologia de cálculo relativa aos novos indicadores de desenvolvimento das unidades CRAS e CREAS - IDCRAS e IDCREAS referentes ao ano de 2014 (Nunes, H. M. P., & Clemente, P. E., 2022)
O IDCRAS é um indicador sintético que retrata o nível de desenvolvimento do CRAS, de acordo com as informações coletadas no Censo SUAS. São analisadas três dimensões:
- Estrutura física - A dimensão Estrutura Física avalia a estrutura do equipamento CRAS, considerando diversos aspectos, como a existência de salas de atendimento individual e coletivo, condições de acessibilidade, recepção e banheiros, e também a existência de determinado conjunto de equipamentos na unidade (computadores, veículo exclusivo ou compartilhado, entre outros);
- Recursos humanos - A dimensão Recursos humanos tem como objetivo avaliar se o número de funcionários de referência é adequado ao porte da unidade, utilizando como parâmetro a Norma Operacional Básica - Recursos Humanos (NOBRH). Essa dimensão, no nível 5, leva em conta o número de profissionais com formação superior, que varia de acordo com a existência ou não de equipe móvel, referenciada à unidade, recebendo cofinanciamento federal. Também é considerado o número de profissionais com formação em Serviço Social e Psicologia, bem como se a unidade possui pelo menos um profissional de nível superior com contrato estatutário ou funcionário público e se há um coordenador de nível superior;
- Serviços e Benefícios - O indicador dimensional relacionado a Serviços e Benefícios avalia quais atividades, no âmbito do PAIF, são desenvolvidas na unidade do CRAS, a oferta de Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e por quantos ciclos de vida, e se a unidade registra/atualiza no Cadastro Único, sem 'depender' de profissionais de nível superior do PAIF. Também é avaliada a articulação que o CRAS tem com outros serviços prestados por outras políticas públicas, como Educação e Saúde, e com o CREAS.
Informações adicionais sobre o IDCRAS e o IDCREAS estão disponíveis em: Indicadores IDCRAS.
Série Proteção Social - Policy Brief #4: Gestão do Sistema Único de Assistência Social no Brasil. (UNICEF Brasil e Agência Brasileira de Cooperação [ABC/MRE], 2023)
Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), gerenciados pelo setor público, oferecem encaminhamentos e apoio geral à assistência social em mais de 98% dos municípios brasileiros (Jaccoud et al., 2020). O CRAS é o equipamento mais difundido no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com 8.557 unidades em todo o país, o que reflete seu sucesso na oferta de Proteção Social Básica (PSB) a famílias vulneráveis com vínculos familiares e comunitários fragilizados.
O SUAS foi desenvolvido para padronizar a assistência social em todo o país e, ao mesmo tempo, permitir que os governos subnacionais tenham flexibilidade para adaptar as diretrizes localmente. Ao definir as funções locais, estabelecer padrões mínimos e implementar um sistema de monitoramento unificado, o SUAS equilibra a coordenação nacional com a autonomia local, ajudando a evitar a fragmentação e a melhorar a eficiência do sistema. A adesão federal à estrutura de governança coletiva do SUAS - que inclui uma forte participação da sociedade civil - é fundamental para preservar essa abordagem coordenada e evitar o retorno às políticas fragmentadas da era pré-SUAS.
As unidades do CRAS, como centros de atendimento local do SUAS, são fundamentais para ampliar o alcance dos programas de transferência de renda, como o PBF e o BPC, fornecendo assistência social complementar. O texto ressalta como os CRAS prestam serviços de apoio à família, monitoram as condicionalidades e encaminham os beneficiários a programas adicionais, garantindo que a ajuda financeira se traduza em uma inclusão social mais ampla. Ao integrar transferências de renda com apoio psicossocial, treinamento profissional e ajuda emergencial, o SUAS - por meio do CRAS - cria uma estratégia holística de combate à pobreza. A discussão do texto sobre a tipificação de serviços do SUAS (por exemplo, PAIF, SCFV) serve como evidência positiva do motivo pelo qual esse modelo fortalece a eficácia de longo prazo do sistema de proteção social do Brasil.
Os serviços oferecidos pelos CRAS e os prestados por outros equipamentos que operam no Sistema Único de Assistência Social do Brasil se complementam no sentido de atender a diferentes graus de vulnerabilidade social. Nesse contexto, os CRAS servem de ponte para serviços mais especializados, contribuindo para uma abordagem integrada de assistência social.
A existência de um bom equilíbrio entre os serviços individualizados e os de natureza comunitária cria um ambiente em que desafios específicos podem ser abordados, ao mesmo tempo em que promove importantes vínculos comunitários, essenciais para a superação de situações de vulnerabilidade social e violações de direitos.
Em geral, os serviços tipificados nacionalmente oferecidos pelos CRAS são orientados por parâmetros que priorizam vulnerabilidades específicas e violações de direitos enfrentadas por mulheres e crianças. Como resultado, um número significativo desses indivíduos se beneficia dessas iniciativas.
O CRAS é uma referência nacional para a inclusão de pessoas vulneráveis no Cadastro Único e no Programa Bolsa Família. A integração entre esses elementos cria um ciclo virtuoso de complementaridade que abre caminho para resultados em escala. Até o momento, o Cadastro Único reúne informações sobre cerca de 47,5% da população brasileira, enquanto o Programa Bolsa Família tem mais de 55 milhões de beneficiários.
A integração de transferências de renda e serviços de assistência social foi adotada no Brasil como premissa para o enfrentamento da pobreza multidimensional. Assim, além de programas como o Bolsa Família e o BPC, o Brasil conta com uma rede de assistência social que opera em escala nacional, oferecendo atendimento às populações em situação de pobreza. O CRAS tem um papel fundamental de coordenação dentro dessa rede e na garantia de que os benefícios, serviços e programas cheguem aos mais necessitados.
Para facilitar o acesso da população aos serviços e benefícios sociais, o CRAS é implementado de forma descentralizada em nível municipal, com foco nos territórios de maior concentração de pobreza. O modelo de gestão compartilhada adotado na Assistência Social, com responsabilidades de diferentes esferas - incluindo o cofinanciamento - e o compromisso dos municípios com a implementação dos CRAS no Brasil têm se mostrado fatores fundamentais de sucesso, promovendo a colaboração entre o governo federal e todos os municípios brasileiros. Isso levou a um declínio na fragmentação do sistema de proteção social oferecido pelos governos subnacionais, com uma diminuição das sobreposições com programas implementados pelo governo federal. Esse cenário permite que os municípios aloquem seus orçamentos em programas e serviços alternativos que complementam os programas federais. Além disso, o SUAS preservou com sucesso a autonomia dos governos locais na prestação de serviços de assistência social, ao mesmo tempo em que se adequou à sua tipificação nacional, estabelecendo limites de salário mínimo e implementando parâmetros que mitigaram as disparidades nacionais na implementação de políticas públicas associadas.
Em termos de trabalho em rede e coordenação intersetorial, o CRAS tem um papel central em nível local para a coordenação, o acompanhamento e a gestão dos serviços de assistência social prestados às famílias em situação de vulnerabilidade social.
Pontos de atenção:
Considerando as dimensões geográficas do Brasil, bem como o aumento da demanda nos últimos anos, é necessário expandir a cobertura nacional das instalações do CRAS.
Considerando também a diversidade demográfica do país, o Brasil precisa desenvolver ainda mais metodologias e estratégias específicas que atendam adequadamente às demandas e características de grupos específicos, com ênfase nas famílias e comunidades indígenas e nos povos tradicionais.
- Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) - Blog Rede SUAS - CRAS / PAIF- Relatório de informações sociais - Relatório de Programas e Ações
ODS 1 - Erradicação da pobreza
- Meta 1.1 - Até 2030, erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas em todos os lugares, atualmente medida como pessoas que vivem com menos de $1,25 por dia.
- Indicador 1.1.1 - Proporção da população que vive abaixo da linha internacional de pobreza por sexo, idade, situação de emprego e localização geográfica (urbana/rural)
- Meta 1.2 - Até 2030, reduzir pelo menos pela metade a proporção de homens, mulheres e crianças de todas as idades que vivem na pobreza em todas as suas dimensões, de acordo com as definições nacionais.
- Indicador 1.2.1 - Proporção da população que vive abaixo da linha de pobreza nacional, por sexo e idade
- Indicador 1.2.2 - Proporção de homens, mulheres e crianças de todas as idades que vivem na pobreza em todas as suas dimensões, de acordo com as definições nacionais
- Meta 1.3 - Implementar sistemas e medidas de proteção social adequados em nível nacional para todos, inclusive pisos, e até 2030 alcançar uma cobertura substancial dos pobres e vulneráveis
- Indicador 1.3.1 - Proporção da população coberta por pisos/sistemas de proteção social, por sexo, distinguindo crianças, pessoas desempregadas, idosos, pessoas com deficiência, mulheres grávidas, recém-nascidos, vítimas de acidentes de trabalho, pobres e vulneráveis
ODS 2 - Fome zero
- Meta 2.1 - Até 2030, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em especial os pobres e as pessoas em situações vulneráveis, inclusive bebês, a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano
- Indicador 2.1.1 - Prevalência de subnutrição
- Indicador 2.1.2 - Prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave na população, com base na Escala de Experiência de Insegurança Alimentar (FIES)
- Meta 2.2 - Até 2030, acabar com todas as formas de desnutrição, incluindo o cumprimento, até 2025, das metas acordadas internacionalmente sobre atraso no crescimento e emaciação em crianças com menos de 5 anos de idade, e atender às necessidades nutricionais de meninas adolescentes, mulheres grávidas e lactantes e idosos
- Indicador 2.2.1 - Prevalência de atraso no crescimento (altura para a idade <-2 desvios-padrão da mediana dos Padrões de Crescimento Infantil da Organização Mundial da Saúde (OMS)) entre crianças com menos de 5 anos de idade
- Indicador 2.2.2 - Prevalência de desnutrição (peso para altura >+2 ou <-2 desvios-padrão da mediana dos Padrões de Crescimento Infantil da OMS) entre crianças com menos de 5 anos de idade, por tipo (emaciação e sobrepeso)
- Indicador 2.2.3 - Prevalência de anemia em mulheres de 15 a 49 anos de idade, por estado de gravidez (porcentagem)
ODS 4 - Educação de qualidade
- Meta 4.1 - Até 2030, garantir que todas as meninas e meninos concluam o ensino fundamental e médio de forma gratuita, equitativa e de qualidade, levando a resultados de aprendizagem relevantes e eficazes
- Indicador 4.1.1 - Proporção de crianças e jovens (a) nas séries 2/3; (b) no final do primário; e (c) no final do ensino fundamental, atingindo pelo menos um nível mínimo de proficiência em (i) leitura e (ii) matemática, por sexo
- Indicador 4.1.2 - Taxa de conclusão (ensino fundamental, ensino médio inferior, ensino médio superior)
- Meta 4.2 - Até 2030, garantir que todas as meninas e meninos tenham acesso a um desenvolvimento de qualidade na primeira infância, cuidados e educação pré-primária para que estejam prontos para a educação primária
- Indicador 4.2.1 - Proporção de crianças de 24 a 59 meses que estão no caminho certo em termos de saúde, aprendizado e bem-estar psicossocial, por sexo
- Indicador 4.2.2 - Taxa de participação em aprendizado organizado (um ano antes da idade oficial de ingresso no ensino fundamental), por sexo
- Meta 4.3 - Até 2030, garantir o acesso igualitário de todas as mulheres e homens à educação técnica, vocacional e terciária acessível e de qualidade, inclusive à universidade
- Indicador 4.3.1 - Taxa de participação de jovens e adultos em educação e treinamento formal e não formal nos últimos 12 meses, por sexo
- Meta 4.4 - Até 2030, aumentar substancialmente o número de jovens e adultos que possuem habilidades relevantes, incluindo habilidades técnicas e vocacionais, para emprego, trabalho decente e empreendedorismo
- Indicador 4.4.1 - Proporção de jovens e adultos com habilidades em tecnologia da informação e comunicação (TIC), por tipo de habilidade
- Meta 4.5 - Até 2030, eliminar as disparidades de gênero na educação e garantir acesso igualitário a todos os níveis de educação e treinamento vocacional para os vulneráveis, incluindo pessoas com deficiência, povos indígenas e crianças em situações vulneráveis
- Indicador 4.5.1 - Índices de paridade (feminino/masculino, rural/urbano, quintil inferior/superior de riqueza e outros, como status de deficiência, povos indígenas e afetados por conflitos, conforme os dados estiverem disponíveis) para todos os indicadores educacionais dessa lista que podem ser desagregados
ODS 5 - Igualdade de gênero
- Meta 5.1 - Acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas em todos os lugares
- Indicador 5.1.1 - Se existem ou não estruturas legais para promover, aplicar e monitorar a igualdade e a não discriminação com base no sexo
- Meta 5.2 - Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas pública e privada, inclusive o tráfico, a exploração sexual e outros tipos de exploração
- Indicador 5.2.1 - Proporção de mulheres e meninas com 15 anos de idade ou mais que foram submetidas a violência física, sexual ou psicológica por um parceiro íntimo atual ou anterior nos 12 meses anteriores, por forma de violência e por idade
- Indicador 5.2.2 - Proporção de mulheres e meninas com 15 anos ou mais submetidas à violência sexual por pessoas que não sejam parceiros íntimos nos 12 meses anteriores, por idade e local de ocorrência
- Meta 5.4 - Reconhecer e valorizar os cuidados não remunerados e o trabalho doméstico por meio da prestação de serviços públicos, infraestrutura e políticas de proteção social e da promoção da responsabilidade compartilhada dentro do lar e da família, conforme apropriado em nível nacional.
- Indicador 5.4.1 - Proporção de tempo gasto em trabalho doméstico e de cuidado não remunerado, por sexo, idade e local
- Meta 5.5 - Garantir o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva e aos direitos reprodutivos, conforme acordado de acordo com o Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento e a Plataforma de Ação de Pequim e os documentos finais de suas conferências de revisão
- Indicador 5.5.1 - Proporção de assentos ocupados por mulheres na (a) parlamentos nacionais e (b) governos locais
- Indicador 5.5.2 - Proporção de mulheres em cargos de gerência
ODS 8 - Trabalho decente e crescimento econômico
- Meta 8.5 - Até 2030, alcançar emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas as mulheres e homens, inclusive para jovens e pessoas com deficiência, e remuneração igual para trabalho de igual valor
- Indicador 8.5.1 - Média de ganhos por hora de funcionários do sexo feminino e masculino, por ocupação, idade e pessoas com deficiência
- Indicador 8.5.2 - Taxa de desemprego, por sexo, idade e pessoas com deficiência
- Meta 8.6 - Até 2020, reduzir substancialmente a proporção de jovens sem emprego, educação ou treinamento
- Indicador 8.6.1 - Proporção de jovens (de 15 a 24 anos) que não estão em educação, emprego ou treinamento
- Meta 8.7 - Tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas e garantir a proibição e a eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo o recrutamento e o uso de crianças-soldados, e, até 2025, acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas
- Indicador 8.6.2 - Proporção e número de crianças de 5 a 17 anos envolvidas em trabalho infantil, por sexo e idade
ODS 10 - Redução das desigualdades
- Meta 10.2 - Até 2030, capacitar e promover a inclusão social, econômica e política de todos, independentemente de idade, sexo, deficiência, raça, etnia, origem, religião, condição econômica ou outra
- Indicador 10.2.1 - Proporção de pessoas que vivem abaixo de 50% da renda média, por sexo, idade e pessoas com deficiência
ODS 16 - Paz, justiça e instituições eficazes
- Meta 16.1 - Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionadas em todos os lugares
- Indicador 16.1.1 - Número de vítimas de homicídio intencional por 100.000 habitantes, por sexo e idade
- Indicador 16.1.2 - Mortes relacionadas a conflitos por 100.000 habitantes, por sexo, idade e causa
- Indicador 16.1.3 - Proporção da população sujeita a (a) violência física, (b) violência psicológica e/ou (c) violência sexual nos últimos 12 meses
- Indicador 16.1.4 - Proporção da população que se sente segura andando sozinha pela área onde mora depois de escurecer
- Meta 16.2 - Acabar com o abuso, a exploração, o tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças
- Indicador 16.2.1 - Proporção de crianças de 1 a 17 anos que sofreram qualquer punição física e/ou agressão psicológica por parte dos responsáveis no último mês
- Indicador 16.2.2 - Número de vítimas de tráfico humano por 100.000 habitantes, por sexo, idade e forma de exploração
- Indicador 16.2.3 - Proporção de mulheres e homens jovens de 18 a 29 anos que sofreram violência sexual aos 18 anos
- Meta 16.3 - Promover o estado de direito em nível nacional e internacional e garantir acesso igualitário à justiça para todos
- Indicador 16.3.1 - Proporção de vítimas de violência (a) física, (b) psicológica e/ou (c) sexual nos últimos 12 meses que denunciaram sua vitimização às autoridades competentes ou a outros mecanismos de resolução de conflitos oficialmente reconhecidos
- Indicador 16.3.2 - Detentos não sentenciados como proporção da população carcerária total
- Indicador 16.3.3 - Proporção da população que passou por uma disputa nos últimos dois anos e que acessou um mecanismo formal ou informal de resolução de disputas, por tipo de mecanismo
ODS 17 - Parcerias e meios de implementação
- Meta 17.14 - Aumentar a coerência das políticas para o desenvolvimento sustentável
- Indicador 17.14.1 - Número de países com mecanismos implementados para aumentar a coerência das políticas de desenvolvimento sustentável
ODS 1 - Erradicação da pobreza
- Meta 1.1 - Até 2030, erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas em todos os lugares, atualmente medida como pessoas que vivem com menos de $1,25 por dia.
- Indicador 1.1.1 - Proporção da população que vive abaixo da linha internacional de pobreza por sexo, idade, situação de emprego e localização geográfica (urbana/rural)
- Meta 1.2 - Até 2030, reduzir pelo menos pela metade a proporção de homens, mulheres e crianças de todas as idades que vivem na pobreza em todas as suas dimensões, de acordo com as definições nacionais.
- Indicador 1.2.1 - Proporção da população que vive abaixo da linha de pobreza nacional, por sexo e idade
- Indicador 1.2.2 - Proporção de homens, mulheres e crianças de todas as idades que vivem na pobreza em todas as suas dimensões, de acordo com as definições nacionais
- Meta 1.3 - Implementar sistemas e medidas de proteção social adequados em nível nacional para todos, inclusive pisos, e até 2030 alcançar uma cobertura substancial dos pobres e vulneráveis
- Indicador 1.3.1 - Proporção da população coberta por pisos/sistemas de proteção social, por sexo, distinguindo crianças, pessoas desempregadas, idosos, pessoas com deficiência, mulheres grávidas, recém-nascidos, vítimas de acidentes de trabalho, pobres e vulneráveis
ODS 2 - Fome zero
- Meta 2.1 - Até 2030, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em especial os pobres e as pessoas em situações vulneráveis, inclusive bebês, a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano
- Indicador 2.1.1 - Prevalência de subnutrição
- Indicador 2.1.2 - Prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave na população, com base na Escala de Experiência de Insegurança Alimentar (FIES)
- Meta 2.2 - Até 2030, acabar com todas as formas de desnutrição, incluindo o cumprimento, até 2025, das metas acordadas internacionalmente sobre atraso no crescimento e emaciação em crianças com menos de 5 anos de idade, e atender às necessidades nutricionais de meninas adolescentes, mulheres grávidas e lactantes e idosos
- Indicador 2.2.1 - Prevalência de atraso no crescimento (altura para a idade <-2 desvios-padrão da mediana dos Padrões de Crescimento Infantil da Organização Mundial da Saúde (OMS)) entre crianças com menos de 5 anos de idade
- Indicador 2.2.2 - Prevalência de desnutrição (peso para altura >+2 ou <-2 desvios-padrão da mediana dos Padrões de Crescimento Infantil da OMS) entre crianças com menos de 5 anos de idade, por tipo (emaciação e sobrepeso)
- Indicador 2.2.3 - Prevalência de anemia em mulheres de 15 a 49 anos de idade, por estado de gravidez (porcentagem)
ODS 4 - Educação de qualidade
- Meta 4.1 - Até 2030, garantir que todas as meninas e meninos concluam o ensino fundamental e médio de forma gratuita, equitativa e de qualidade, levando a resultados de aprendizagem relevantes e eficazes
- Indicador 4.1.1 - Proporção de crianças e jovens (a) nas séries 2/3; (b) no final do primário; e (c) no final do ensino fundamental, atingindo pelo menos um nível mínimo de proficiência em (i) leitura e (ii) matemática, por sexo
- Indicador 4.1.2 - Taxa de conclusão (ensino fundamental, ensino médio inferior, ensino médio superior)
- Meta 4.2 - Até 2030, garantir que todas as meninas e meninos tenham acesso a um desenvolvimento de qualidade na primeira infância, cuidados e educação pré-primária para que estejam prontos para a educação primária
- Indicador 4.2.1 - Proporção de crianças de 24 a 59 meses que estão no caminho certo em termos de saúde, aprendizado e bem-estar psicossocial, por sexo
- Indicador 4.2.2 - Taxa de participação em aprendizado organizado (um ano antes da idade oficial de ingresso no ensino fundamental), por sexo
- Meta 4.3 - Até 2030, garantir o acesso igualitário de todas as mulheres e homens à educação técnica, vocacional e terciária acessível e de qualidade, inclusive à universidade
- Indicador 4.3.1 - Taxa de participação de jovens e adultos em educação e treinamento formal e não formal nos últimos 12 meses, por sexo
- Meta 4.4 - Até 2030, aumentar substancialmente o número de jovens e adultos que possuem habilidades relevantes, incluindo habilidades técnicas e vocacionais, para emprego, trabalho decente e empreendedorismo
- Indicador 4.4.1 - Proporção de jovens e adultos com habilidades em tecnologia da informação e comunicação (TIC), por tipo de habilidade
- Meta 4.5 - Até 2030, eliminar as disparidades de gênero na educação e garantir acesso igualitário a todos os níveis de educação e treinamento vocacional para os vulneráveis, incluindo pessoas com deficiência, povos indígenas e crianças em situações vulneráveis
- Indicador 4.5.1 - Índices de paridade (feminino/masculino, rural/urbano, quintil inferior/superior de riqueza e outros, como status de deficiência, povos indígenas e afetados por conflitos, conforme os dados estiverem disponíveis) para todos os indicadores educacionais dessa lista que podem ser desagregados
SDG 5 - Igualdade de gênero
- Meta 5.1 - Acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas em todos os lugares
- Indicador 5.1.1 - Se existem ou não estruturas legais para promover, aplicar e monitorar a igualdade e a não discriminação com base no sexo
- Meta 5.2 - Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas pública e privada, inclusive o tráfico, a exploração sexual e outros tipos de exploração
- Indicador 5.2.1 - Proporção de mulheres e meninas com 15 anos de idade ou mais que foram submetidas a violência física, sexual ou psicológica por um parceiro íntimo atual ou anterior nos 12 meses anteriores, por forma de violência e por idade
- Indicador 5.2.2 - Proporção de mulheres e meninas com 15 anos ou mais submetidas à violência sexual por pessoas que não sejam parceiros íntimos nos 12 meses anteriores, por idade e local de ocorrência
- Meta 5.4 - Reconhecer e valorizar os cuidados não remunerados e o trabalho doméstico por meio da prestação de serviços públicos, infraestrutura e políticas de proteção social e da promoção da responsabilidade compartilhada dentro do lar e da família, conforme apropriado em nível nacional.
- Indicador 5.4.1 - Proporção de tempo gasto em trabalho doméstico e de cuidado não remunerado, por sexo, idade e local
- Meta 5.5 - Garantir o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva e aos direitos reprodutivos, conforme acordado de acordo com o Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento e a Plataforma de Ação de Pequim e os documentos finais de suas conferências de revisão
- Indicador 5.5.1 - Proporção de assentos ocupados por mulheres na (a) parlamentos nacionais e (b) governos locais
- Indicador 5.5.2 - Proporção de mulheres em cargos de gerência
ODS 8 - Trabalho decente e crescimento econômico
- Meta 8.5 - Até 2030, alcançar emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas as mulheres e homens, inclusive para jovens e pessoas com deficiência, e remuneração igual para trabalho de igual valor
- Indicador 8.5.1 - Média de ganhos por hora de funcionários do sexo feminino e masculino, por ocupação, idade e pessoas com deficiência
- Indicador 8.5.2 - Taxa de desemprego, por sexo, idade e pessoas com deficiência
- Meta 8.6 - Até 2020, reduzir substancialmente a proporção de jovens sem emprego, educação ou treinamento
- Indicador 8.6.1 - Proporção de jovens (de 15 a 24 anos) que não estão em educação, emprego ou treinamento
- Meta 8.7 - Tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas e garantir a proibição e a eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo o recrutamento e o uso de crianças-soldados, e, até 2025, acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas
- Indicador 8.6.2 - Proporção e número de crianças de 5 a 17 anos envolvidas em trabalho infantil, por sexo e idade
ODS 10 - Redução das desigualdades
- Meta 10.2 - Até 2030, capacitar e promover a inclusão social, econômica e política de todos, independentemente de idade, sexo, deficiência, raça, etnia, origem, religião, condição econômica ou outra
- Indicador 10.2.1 - Proporção de pessoas que vivem abaixo de 50% da renda média, por sexo, idade e pessoas com deficiência
ODS 16 - Paz, justiça e instituições sólidas
- Meta 16.1 - Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionadas em todos os lugares
- Indicador 16.1.1 - Número de vítimas de homicídio intencional por 100.000 habitantes, por sexo e idade
- Indicador 16.1.2 - Mortes relacionadas a conflitos por 100.000 habitantes, por sexo, idade e causa
- Indicador 16.1.3 - Proporção da população sujeita a (a) violência física, (b) violência psicológica e/ou (c) violência sexual nos últimos 12 meses
- Indicador 16.1.4 - Proporção da população que se sente segura andando sozinha pela área onde mora depois de escurecer
- Meta 16.2 - Acabar com o abuso, a exploração, o tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças
- Indicador 16.2.1 - Proporção de crianças de 1 a 17 anos que sofreram qualquer punição física e/ou agressão psicológica por parte dos responsáveis no último mês
- Indicador 16.2.2 - Número de vítimas de tráfico humano por 100.000 habitantes, por sexo, idade e forma de exploração
- Indicador 16.2.3 - Proporção de mulheres e homens jovens de 18 a 29 anos que sofreram violência sexual aos 18 anos
- Meta 16.3 - Promover o estado de direito em nível nacional e internacional e garantir acesso igualitário à justiça para todos
- Indicador 16.3.1 - Proporção de vítimas de violência (a) física, (b) psicológica e/ou (c) sexual nos últimos 12 meses que denunciaram sua vitimização às autoridades competentes ou a outros mecanismos de resolução de conflitos oficialmente reconhecidos
- Indicador 16.3.2 - Detentos não sentenciados como proporção da população carcerária total
- Indicador 16.3.3 - Proporção da população que passou por uma disputa nos últimos dois anos e que acessou um mecanismo formal ou informal de resolução de disputas, por tipo de mecanismo
ODS 17 - Parcerias para os objetivos
- Meta 17.14 - Aumentar a coerência das políticas para o desenvolvimento sustentável
- Indicador 17.14.1 - Número de países com mecanismos implementados para aumentar a coerência das políticas de desenvolvimento sustentável
O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é um órgão público descentralizado da política de Assistência Social, responsável por organizar a prestação de serviços, benefícios e transferências de renda em territórios com alta concentração de pobreza e vulnerabilidade social.
- O Brasil tem mais de 8.700 CRAS, com uma presença quase universal em todo o país (o CRAS tem cobertura em 99,7% de todos os 5.570 municípios). Dessa forma, o CRAS é o principal serviço do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e representa a principal fonte de renda do país. ponto de entrada nesse sistema para famílias em situação de pobreza.
- É por meio do CRAS, que essas famílias sejam registradas no Cadastro Único, que, por sua vez, sistematizam informações sobre famílias de baixa renda e permitem que essas famílias tenham acesso a uma série de serviços, benefícios e programas sociais, incluindo programas de transferência de renda, como o Programa Bolsa Família (PBF) e a Benefício de Prestação Continuada (BPC) bem como outras políticas públicas. Assim, o CRAS desempenha um papel fundamental na promoção e viabilização de uma abordagem intersetorial para a implementação de políticas por meio da integração de vários serviços do SUAS e de outros setores.
- Os serviços prestados pelo CRAS baseiam-se na premissa de que a pobreza multidimensional exige uma resposta integrada que combine benefícios com programas e serviços. Portanto, o CRAS busca garantir que os direitos sociais sejam cumpridos, facilitando o acesso de famílias e indivíduos vulneráveis a benefícios e serviços sociais essenciais com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, as relações familiares e comunitárias, a inclusão e a participação social e o empoderamento.
- O trabalho social com famílias que O CRAS oferece um caráter preventivo, O programa é um programa de saúde pública, com o objetivo de mitigar os riscos sociais e evitar o agravamento das vulnerabilidades sociais. Envolve atendimento individualizado e coletivo, acompanhamento preventivo, oficinas, atividades comunitárias e encaminhamentos para outros serviços e políticas públicas. O trabalho com as famílias é operacionalizado por meio do Serviço de Proteção e Apoio Integral à Família (PAIF), que é o principal serviço de assistência social prestado pelo CRAS.
- Uma das principais prioridades do CRAS é monitorar beneficiários do BPC e do Bolsa Família, especialmente aqueles que não cumprem as condicionalidades.
- O CRAS também tem um papel importante na coordenação de diferentes programas, como o Programa BPC na Escola, um programa intersetorial e descentralizado, implementado pelos municípios, que identifica as crianças e adolescentes beneficiários do BPC nos territórios e desenvolve ações para apoiar seu acesso e permanência na escola.
- Além disso, O CRAS faz encaminhamentos para o Programa Primeira Infância, O programa de visitas domiciliares é um programa de saúde pública, implementado no âmbito do SUAS. Esse programa oferece visitas domiciliares para promover o desenvolvimento da primeira infância por meio de apoio e orientação à família. O programa está diretamente ligado ao CRAS, que encaminha as famílias para a rede de assistência social. O público-alvo prioritário do programa são as crianças beneficiárias do BPC e do Bolsa Família, bem como as famílias incluídas no Cadastro Único.
- O CRAS também opera seus serviços por meio de equipes complementares de itinerário móvel que facilitam o acesso aos serviços de populações vulneráveis que vivem em territórios isolados e de difícil acesso, como populações rurais e comunidades ribeirinhas, além de povos indígenas e tradicionais. Por meio do uso de barcos e outros veículos, as equipes itinerantes do CRAS garantem que os serviços essenciais de assistência social cheguem a essas pessoas nos locais onde vivem.
- Além disso, o CRAS desempenha um papel importante em situações de emergência e calamidade pública no sentido de coordenar com outras políticas públicas de apoio às famílias afetadas. Mais especificamente, o CRAS oferece atendimento inicial de apoio, escuta ativa e encaminhamentos para abrigos temporários, serviços de saúde, bem como para instalações onde são fornecidos alimentos e água. Em uma emergência, o CRAS também pode fornecer benefícios temporários. Esses benefícios (chamados no Brasil de Benefícios Eventuais) são fornecidos por um período limitado para abordar e gerenciar vulnerabilidades temporárias (como insegurança alimentar) relacionadas a nascimentos, mortes e desastres e podem consistir em dinheiro, vales ou cestas de alimentos.
Os serviços oferecidos pelos CRAS e os prestados por outros equipamentos que operam no Sistema Único de Assistência Social do Brasil se complementam no sentido de atender a diferentes graus de vulnerabilidade social. Nesse contexto, os CRAS servem de ponte para serviços mais especializados, contribuindo para uma abordagem integrada de assistência social.
A existência de um bom equilíbrio entre os serviços individualizados e os de natureza comunitária cria um ambiente em que desafios específicos podem ser abordados, ao mesmo tempo em que promove importantes vínculos comunitários, essenciais para a superação de situações de vulnerabilidade social e violações de direitos.
Em geral, os serviços tipificados nacionalmente oferecidos pelos CRAS são orientados por parâmetros que priorizam vulnerabilidades específicas e violações de direitos enfrentadas por mulheres e crianças. Como resultado, um número significativo desses indivíduos se beneficia dessas iniciativas.
O CRAS é uma referência nacional para a inclusão de pessoas vulneráveis no Cadastro Único e no Programa Bolsa Família. A integração entre esses elementos cria um ciclo virtuoso de complementaridade que abre caminho para resultados em escala. Até o momento, o Cadastro Único reúne informações sobre cerca de 47,5% da população brasileira, enquanto o Programa Bolsa Família tem mais de 55 milhões de beneficiários.
A integração de transferências de renda e serviços de assistência social foi adotada no Brasil como premissa para o enfrentamento da pobreza multidimensional. Assim, além de programas como o Bolsa Família e o BPC, o Brasil conta com uma rede de assistência social que opera em escala nacional, oferecendo atendimento às populações em situação de pobreza. O CRAS tem um papel fundamental de coordenação dentro dessa rede e na garantia de que os benefícios, serviços e programas cheguem aos mais necessitados.
Para facilitar o acesso da população aos serviços e benefícios sociais, o CRAS é implementado de forma descentralizada em nível municipal, com foco nos territórios de maior concentração de pobreza. O modelo de gestão compartilhada adotado na Assistência Social, com responsabilidades de diferentes esferas - incluindo o cofinanciamento - e o compromisso dos municípios com a implementação dos CRAS no Brasil têm se mostrado fatores fundamentais de sucesso, promovendo a colaboração entre o governo federal e todos os municípios brasileiros. Isso levou a um declínio na fragmentação do sistema de proteção social oferecido pelos governos subnacionais, com uma diminuição das sobreposições com programas implementados pelo governo federal. Esse cenário permite que os municípios aloquem seus orçamentos em programas e serviços alternativos que complementam os programas federais. Além disso, o SUAS preservou com sucesso a autonomia dos governos locais na prestação de serviços de assistência social, ao mesmo tempo em que se adequou à sua tipificação nacional, definindo limites de salário mínimo e implementando parâmetros que mitigaram as disparidades nacionais na implementação de políticas públicas associadas.
Em termos de trabalho em rede e coordenação intersetorial, o CRAS tem um papel central em nível local para a coordenação, o acompanhamento e a gestão dos serviços de assistência social prestados às famílias em situação de vulnerabilidade social.
Pontos de atenção:
Considerando as dimensões geográficas do Brasil, bem como o aumento da demanda nos últimos anos, é necessário expandir a cobertura nacional das instalações do CRAS.
Considerando também a diversidade demográfica do país, o Brasil precisa desenvolver ainda mais metodologias e estratégias específicas que atendam adequadamente às demandas e características de grupos específicos, com ênfase nas famílias e comunidades indígenas e nos povos tradicionais.
Registro social; transferência condicional de renda (CCT); pensão social; serviços de assistência social
O CRAS e o Sistema Único de Assistência Social em geral são regidos pelo poder público, com responsabilidades compartilhadas entre as diferentes esferas da federação (federal, estadual e municipal). O governo federal tem a responsabilidade de desenvolver parâmetros nacionais, enquanto os municípios são responsáveis pela implementação. As diferentes esferas da federação são responsáveis pelo cofinanciamento da manutenção do CRAS e de seus respectivos serviços.
O CRAS é implementado de forma descentralizada, em nível municipal, tendo como alvo os territórios mais vulneráveis. O desenho da cobertura e o financiamento federal baseiam-se em critérios definidos com base nos dados de pobreza coletados por meio do Cadastro Único. Seguindo os parâmetros nacionais, os municípios implementam e adaptam os serviços às realidades locais e às especificidades de determinadas populações-alvo e suas respectivas necessidades.
Os critérios e parâmetros nacionais que orientam a implementação e as alocações de recursos são definidos em fóruns participativos nacionais, como a Comissão Intergestores Tripartite e o Conselho Nacional de Assistência Social. Esse modelo garante a convergência entre os parâmetros nacionais e as diferentes realidades locais do país, ao mesmo tempo em que permite a definição conjunta e transparente das prioridades orçamentárias.
Vale ressaltar também que o modelo de Conselhos de Assistência Social existe em todos os três níveis (Nacional, Estadual e Municipal). Todos eles têm impacto em questões como o delineamento de estratégias, objetivos e marcos anuais para o setor de assistência social. Além disso, deve haver uma divisão igualitária de 50% entre representantes do governo e da sociedade civil nesses conselhos.
- Atualmente, existem 8.716 CRAS em funcionamento nos 5.570 municípios brasileiros, o que representa 99,7% do total. Essas unidades estão em territórios onde cerca de 25,6 milhões de famílias vivem em situação de pobreza.
- O aumento da fome e da pobreza que se seguiu à pandemia da COVID-19 levou a um aumento da demanda pelos serviços prestados pelos CRAS. Em 2023, a Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) estimou um déficit de cerca de 1.400 CRAS no país.
Em 2023, o CRAS prestou 41 milhões de serviços individualizados por meio do PAIF e mais de 3 milhões de visitas domiciliares. Em média, mais de 1,2 milhão de famílias foram acompanhadas mensalmente por meio do PAIF em 2023. Além disso, mais de 285 mil famílias participaram regularmente de atividades em grupo do PAIF em 2023. Fontes: CadSUAS março/24; RMA* 2023.
- O valor total atual necessário para o cofinanciamento federal para a manutenção do CRAS é de R$739,2 milhões por ano (cerca de 148 milhões de dólares/ano). O aumento da demanda por atendimento no CRAS nos últimos anos exige um aumento gradual na alocação de recursos públicos. É importante mencionar que esses dados se referem ao cofinanciamento federal. Os estados e municípios também são responsáveis pela alocação de recursos de seus orçamentos para financiar os CRAS.
- Os recursos humanos representam o principal custo do CRAS. As despesas mensais do CRAS variam de acordo com o tamanho da população do município - de aproximadamente R$17 mil/mês, para municípios com menos de 20 mil habitantes, a cerca de R$77 mil/mês para grandes centros urbanos.
- RMA - Registro de serviço mensalSistema do governo federal que rastreia o atendimento dos serviços de assistência social oferecidos pelos CRAS e outras unidades do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em todos os municípios brasileiros. Essas informações permitem medir e quantificar os serviços oferecidos pela rede socioassistencial em termos de tipo, volume e padrão de qualidade. Assim, os dados do RMA permitem que o setor de monitoramento da assistência social fiscalize a prestação de serviços em nível municipal e estadual, registrando o sistema de serviços prestados mensalmente pelos CRAS em todo o território nacional;
- Censo SUAS CRASFerramenta que coleta anualmente informações detalhadas sobre o CRAS (funcionamento, estrutura física, equipe e serviço prestado);
- CadSUAS - Cadastro Nacional do Sistema Único de Assistência Social (SUAS): cadastro de unidades e profissionais do SUAS, atualizado sistematicamente;
- Prontuário Médico Eletrônico do SUASRegistro de informações relacionadas ao atendimento de cada família, integrado ao Cadastro Único para melhor identificar o perfil e as vulnerabilidades de cada família;
- Registro únicoRegistro de informações sobre as famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza. É utilizado como fonte de informação para a implementação do CRAS.
- Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) - Blog Rede SUAS - CRAS / PAIF- Relatório de informações sociais - Relatório de Programas e Ações